Que o Junior Cigano é um grande lutador, que tem coração, determinação e um queixo duríssimo, disso não há dúvida. Mas, o que eu vi no MMA do último sábado foi um boxeador (Junior "Cigano"dos Santos) enfrentando um lutador de MMA completo (Cain Velasquez).
A estratégia do Cain era fácil de prever, não era? Como boxeador não há dúvida, Cigano provavelmente é o melhor do MMA. A estratégia, então, deveria ser derrubá-lo ou tirar o espaço que dá a potência dos golpes – e foi exatamente isso que Velasquez fez com maestria. Por sinal, foi minha 1ª aula de jiu jitsu: "grudar" no oponente e tirá-lo do eixo de equilíbrio.
Assisti um Velasquez agressivo sempre caminhando para frente e um Cigano na defensiva, andando para trás tentando contragolpes até ser prensado na grade, uma vez após a outra, ininterruptamente por 4 rounds. Cigano foi ficando cansado pela isometria ao tentar se defender e Velasquez ainda aproveitava qualquer espaço para deixar de presente um uppercut ou um cruzado. Ele anulou de tal forma o jogo do Cigano, que só não foi humilhante porque o ex campeão demonstrou muito coração para aguentar 4 rounds de espancamento.
Fiquei com a sensação de que o jogo do Cigano é muito previsível e, portanto, fácil de neutralizar por oponentes de nível similar, e que apesar do talento para MMA, parece que ele só se sente seguro no boxe. Ele se prendeu à mesma estratégia das duas lutas anteriores, mas só na primeira funcionou porque o golpe entrou logo de cara. Culpa do head coach? Talvez...
Com propriedade disse o jornalista Marcelo Alonso no Ponto Final do Canal Combate depois que Cigano perdeu para Velasquez da primeira vez: ele precisa mudar o jogo, treinar outras coisas além de boxe. Enfim...
A lição que ficou do UFC 166 é meio chavão, mas também a mais pura verdade: se você continuar fazendo as coisas do jeito que sempre fez, não espere resultados diferentes.
Pensamentos de um faixa preta em Songahm Taekwondo, também praticante de Jiu Jitsu Brasileiro. Mas, acima de tudo, um homem de paz. Thoughts of a Songahm Taekwondo black belt and a Brazilian Jiu Jitsu practitioner. But, most of all, a man of peace.
quinta-feira, 24 de outubro de 2013
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
UFC Fight Night Barueri 9/10/2013: Maia x Shields
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| No fosso que fica entre o octógono premium e o octógono, seguranças, imprensa, VIPs, câmeras, etc. tampando a visão |
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| Esse é o mais próximo que dá para chegar do octógono. Quem vê melhor são os fotógrafos VIPs e a imprensa. "Nós é resto", mesmo quem paga caro. |
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| Eu estava sentado no Setor A, octogono premium. Foi realizar um sonho (muito caro), mas acho que não volto mais. Muito caro. |
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| Renan Barão |
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| Leo Santos, campeão do TUF Brasil 2 |
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| O grande campeão José Aldo |
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| It's time! Bruce Buffer |
BOM: as quedas fazem um barulho incrível, que a TV não demonstra; ter a chance de se aproximar dos ídolos, que tratam muito bem os fãs; ver o suor espirrando a cada golpe; fica mais evidente como é duro fisicamente (os lutadores chegam completamente esgotados ao 2º round); o grito da torcida ("uh! Vai morrer!").
RUIM: muito caro e não dá para escolher os lugares; há um fosso entre os lugares premium e o octógono que fica repleto de fotógrafos, jornalistas e VIPs tampando a visão; quando a luta vai para o chão, você só vê se for logo à sua frente; não vende cerveja (pô! Cadê a Bud?); o jogo de luzes às vezes cega a visão; êita cadeira sem vergonha! Esperava mais pelo que paguei; as ring girls são muito magrelas ao vivo... :-); não vi a Kyra Gracie! :-(
CONCLUSÃO: prefiro ver pela TV confortavelmente deitado no sofá tomando uma cerveja gelada. Aliás, eles colocam algum filtro nas câmeras que dramatizam as lutas. Ao vivo, parece aquele filme "300", porém sem os efeitos especiais. :-)
Como eu não sou VIP para ficar com o nariz na grade, o jeito é sintonizar o Canal Combate. Pelo menos em casa eu sou VIP, com sofá confortável, cerveja e churrasco para acompanhar.
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