Conquistei em dezembro de 2012 a faixa preta no TKD e mesmo que ainda haja muita, muita coisa a aprender, sempre quis aprender uma arte marcial complementar e reconhecidamente eficaz. Se amplamente difundida no Brasil, isto é, acessível, melhor ainda, porque estar no Brasil fazendo uma arte marcial coreana cuja associação tem sede nos EUA me deixa de fora de muita coisa boa. Por exemplo: o rico conteúdo das apostilas e vídeos "The Way Of Traditional Taekwondo" da ATA - American Taekwondo Association e todo o conteúdo do site, inclusive artigos da marca. E quando são vendidos aqui, é por um preço altíssimo e demora meses para chegar.
O bjj - jiu jitsu brasileiro foi a escolha óbvia. Em primeiro lugar, porque indiscutivelmente provou-se a luta mais eficaz no combate honrado homem a homem. Cheguei a uma conclusão não definitiva: o jiu jitsu se sai melhor porque usa a gravidade (ou as leis da física de forma geral) a seu favor, enquanto as artes marciais tradicionais tem mais oponentes - essas mesmas leis -, que só são vencidas através da força física e disciplina de treino (tente dar um chute lateral acima de sua cabeça para você ver).
Não que as artes marciais tradicionais sejam ineficazes. As técnicas do TKD, por exemplo, são espetaculares e vastas, tanto é que é a primeira faixa preta de muitos lutadores do UFC: Anderson Silva, Anthony Pettis, Ben Henderson e Edson Barboza, entre outros. Contudo, demora uns 20 anos até se obter o domínio de suas técnicas, e mesmo assim grandes mestres viram sacos de pancadas quando a luta vai para o chão contra um bom grappler.
Ainda em defesa das artes marciais tradicionais: em uma briga de rua, elas provavelmente darão mais ferramentas para defesa pessoal que o bjj. Isso porque as brigas de rua de hoje são brigas de turma e tudo o que não se quer numa situação dessas é estar vulnerável no chão.
Enfim... Fiz minha primeira aula de jiu jitsu no último sábado e gostei muito, inclusive da didática: exercícios de aquecimento, aprendizado e repetição de técnicas e rounds de luta no final (na minha academia de TKD é tanto conteúdo e parte física durante a aula que nem sempre dá tempo de fazer sparring. E quando dá, meu desempenho cai muito devido ao cansaço).
Curti, bjj. Rumo à faixa preta, mas sem pressa. Quero curtir cada parte.
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